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Índice do fórum : Áudio & Acústica (Audio Engineering Program - AEP) : Acústica em Áudio e Studio Design (AEP110)

Autor Mensagem
 Título: Proporção da sala
MensagemEnviado: 14 Jan 2008, 15:40 
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Registrado em: 01 Nov 2007, 09:12
Mensagens: 29
Localização: Curitiba
Numa sala com forro rebaixado em gesso, considero o pé direito da laje ou do rebaixo no cálculo dos modos?


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 Título: Modos Ressonantes
MensagemEnviado: 15 Jan 2008, 21:45 
Bronze

Registrado em: 29 Out 2007, 12:26
Mensagens: 243
Localização: São Paulo, Brasil
Olá Yoko,

Esta é uma ótima pergunta !

O gesso é um bom refletor. Isso significa que, mesmo nos graves, a maior parte da energia é refletida. Assim, podemos considerar que a distância piso-forro de gesso é a mais importante para os cálculos dos modos nessa dimensão. Isso torna-se mais verdadeiro conforme mais denso / "selado" estiver o forro e quanto maior a frequência do modo.

Em teoria, uma parte da energia atravessa o forro e é refletida na laje de concreto. Assim, exisitirão também os modos laje-piso e também os modos laje-forro ! Porém, as ondas estacionárias desses modos são menos intensas, e poderiam ser ignoradas a princípio.

Como vê, acústica é uma caixa de surpresas e somente um um teste auditivo + medição poderão confirmar a resposta da sala com maior precisão.

Utilize a dimensão forro-piso como bom ponto de partida para seu projeto!

PS.: Algo interessante para se considerar: se a dimensão piso-laje é mais interessante (em termos de distribuição de modos, volume da sala etc.) do que a dimensão piso-forro e, além disso, não há necessidade estética nem funcional de que o forro permaneça intacto, então você poderia construir um grande absorvedor de Helmholtz pefurando o gesso com furos de diâmetros e espaçamento calculados para ajudar no controle de graves ! Só que aí você me conta depois como foi o resultado, ok?

Abs

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Dennis Zasnicoff
Produtor Musical


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 Título:
MensagemEnviado: 16 Jan 2008, 12:30 
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Registrado em: 01 Nov 2007, 09:12
Mensagens: 29
Localização: Curitiba
Veleu, Dennis! :D


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 Título:
MensagemEnviado: 28 Jan 2008, 14:20 
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Registrado em: 29 Out 2007, 09:52
Mensagens: 30
Localização: São Paulo, Brasil
Oi Yoko,
Qual o tipo de forro de gesso (acartonado ou daqueles mais antigos quadrados)? Ele será usado como isolação?

Eu achei ótima a idéia de potencializar o uso do forro como um helmholtz! É importante otimizar ao máximo seu espaço fazendo uso de todo tipo de tratamento. Mesmo se não puder fazer os furos, calcule a distância da laje e a modulação dos montantes de estrutura para trabalhar o forro como uma membrana de absorção.

Abraço!

_________________
Luiz Guilherme Martinelli
Arquiteto
OMiD international audio academy
http://audioacustica.com.br


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 Título:
MensagemEnviado: 30 Jan 2008, 16:34 
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Registrado em: 01 Nov 2007, 09:12
Mensagens: 29
Localização: Curitiba
O forro é gesso acartonado.
Mas agora embolou um pouco meu cérebro.
Se, por exemplo, colocar um absorvedor de membrana no forro, isso pode alterar a proporção da sala para o cálculo dos modos?


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 Título: Proporções
MensagemEnviado: 01 Fev 2008, 13:31 

Registrado em: 08 Jan 2008, 11:07
Mensagens: 5
Localização: São Leopoldo - RS
No caso de ambiente não-retangular, trapezoidal, por exemplo, como calcular os modos?
Já vi estudios trapezoidais, esse formato deve ter vantagens, certo?


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 Título: Forro de gesso e cálculo dos modos ressonantes
MensagemEnviado: 01 Fev 2008, 18:21 
Bronze

Registrado em: 29 Out 2007, 12:26
Mensagens: 243
Localização: São Paulo, Brasil
Olá Yoko, não, os absorvedores não modificam as dimensões para efeitos de cálculo dos modos.

Pense da seguinte forma.
Um absorvedor de membrana justamente funciona por que a onda sonora "atravessa" por ele e faz a membrana vibrar.
Se ele for tão rígido a ponto de refletir o som, então ele passa a ser a dimensão final no trajeto do som e portanto no cálculo dos modos. Nesse caso, porém, ele não mais atuará como um absorvedor de membrana.

Voltando ao caso da sua sala e do gesso - se o gesso (material, densidade, eventuais furos, revestimento etc.) é de tal maneira que os graves atravessam com facilidade, então ele pode ser considerado uma membrana e a laje deve ser usada no cálculo dos modos.

Se ele refletir a maior parte da energia sonora (graves) - o que é mais comum - então a dimensão piso-gesso passa a ser utilizada no cálculo dos modos.

Abs

_________________
Dennis Zasnicoff
Produtor Musical


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 Título: Salas trapezoidais
MensagemEnviado: 01 Fev 2008, 18:28 
Bronze

Registrado em: 29 Out 2007, 12:26
Mensagens: 243
Localização: São Paulo, Brasil
Rafael, no caso de paredes (superfícies) não paralelas, o que ocorre é a formação de um modo "banda-larga", que varia da frequência correspondente entre a maior distância entre as paredes até a frequência correspondente a menor distância entre elas.
A intensidade do modo em cada frequência (ou pequena banda) é, no entanto, bastante inferior ao modo equivalente em paredes paralelas.

O resultado é a resposta modal fica melhor distribuída no espectro, que é no final das contas, o que desejamos.

Além disso, superfícies não paralelas podem ser projetadas para auxiliar no direcionamento de médios/agudos (defletores), evitar a formação de flutter-echo, melhorar difusão e características da reverberação natural, melhorar a imagem estéreo do palco sonoro, melhorar a resposta dos monitores, entre outras coisas.

Abs

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Dennis Zasnicoff
Produtor Musical


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